Organizações humanitárias colombianas advertem

Morte de Alfonso Cano<br>é um duro golpe na paz

Reagindo à morte do comandante-chefe das FARC-EP, a organização de defesa dos direitos humanos Colombianos e Colombianas pela Paz manifestou «profunda preocupação sobre o futuro do país». «A morte de Alfonso Cano é um duro golpe para a paz na Colómbia», considerou a porta-voz da estrutura humanitária, Piedad Córdoba.

Em conferência de imprensa, Córdoba expressou igualmente a rejeição das políticas implementadas pelo actual presidente, Juan Manuel Santos, salientando que a sua gestão carece de uma verdadeira orientação que conduza à paz.

A Colombianas e Colombianos pela Paz advertiu ainda para o «risco iminente» que os bombardeamentos prosseguidos após o assassinado de Alfonso Cano representavam para as populações locais, e apelou ao governo para que trave «a escalada da violência em nome de uma vitória militar de Pirro».

A saída para o conflito armado é o diálogo, sustenta também a organização humanitária, que, para mais, acusa o executivo de Bogotá de «procurar manter os privilégios e os lucros obtidos com a guerra».

No mesmo sentido pronunciou-se o Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado. Iván Cepeda, presidente da associação, sublinhou que o assassinato de Alfonso Cano consubstancia o desaparecimento de um dos mais acérrimos defensores da solução política para a guerra na Colômbia.

Para o senador, «o que aconteceu mostra que o exército manteve as suas operações com um nível de precisão e contundência muito grandes», isto é, que as forças às ordens da oligarquia nacional e do imperialismo, ao contrário do que afirmam, não estão interessadas na negociação da pacificação do território.

A confirmar as apreciações das organizações humanitárias colombianas, após a morte em combate de Alfonso Cano, o presidente Juan Manuel Santos declarou triunfante que «a força pública vai continuar [as operações militares]», que «os membros das FARC-EP não estarão seguros em nenhuma parte do território da Colômbia», e que, «se não baixarem as armas, resta-lhes a prisão ou a tumba».



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